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terça-feira, 7 de julho de 2009

Primeiro estranha-se, depois entranha-se

Marrocos, Norte de África, o segundo país mais próximo de Portugal depois de Espanha.

Praticamente desconhecido dos portugueses e tanto que estes países têm em comum (ou já tiveram). É verdade, os mouros que viveram em Portugal e que ainda cá andam nos nossos genes, vieram desta região do norte de África, eram berberes.

De Marraquexe

Hoje, ir a Marraquexe não deve ser muito diferente à experiência de há 50 anos atrás. Fernando Pessoa disse desta cidade que "Primeiro estranha-se, depois entranha-se". Foram estes também os meus sentimentos.
O choque cultural é gigantesco, tudo é diferente, artesanal, descomprometido. Depois habituamo-nos rapidamente ao ritmo, às pessoas, à língua, à comida, aos cheiros, ao chá.
Estar em Marraquexe, viver a Medina, perdermo-nos no Souk e passear no Qasbah é andar séculos para atrás.

De Marraquexe

Quase me esquecia de falar da mítica Praça de Jema El Fna. É uma praça gigantesca onde todos os dias centenas de vendedores, malabaristas, encantadores de serpentes, lutadores de boxe, vendedor de dentaduras, entre quantas formas se possam imaginar de poder ganhar uns trocos, tentam a sua sorte. O som dos tambores e flautas, o movimento das pessoas, o barulho, os cheiros das especiarias ou da comida são dignos de serem experimentados.

Algum tempo depois de ali estarmos começamos a aprender mais sobre nós portugueses. Porque somos como somos. Porque somos latinos, ibéricos e portugueses. Porque nos aproximámos mais de África do que da Europa. E mais não digo, quem quiser viver verdadeiras sensações exóticas e conhecer a cidade das mil e uma noites tem que lá ir.